Assaltos em queda no Brasil: tecnologia urbana em 2026

Segurança colaborativa
Tempo de leitura: 5 min.
Escrito em 28 mai 2026

Como a tecnologia urbana está transformando a segurança em 2026

O Brasil atravessa um momento histórico na segurança pública. Pela primeira vez em 25 anos, o município de São Paulo registrou o menor número de roubos em geral de sua história, com total abaixo de 100 mil ocorrências em 2025 — queda de 14,6% em relação a 2024. Simultaneamente, o Brasil registrou 42.590 homicídios em 2024, com taxa de 20,1 casos por 100 mil habitantes, consolidando o menor patamar de letalidade desde 2014, segundo o Atlas da Violência 2026 do Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Este cenário transformador coincide com um avanço sem precedentes em tecnologia de segurança urbana, onde a segurança eletrônica está deixando de ser reativa e passando a atuar de forma preventiva, inteligente e integrada. A pergunta que emerge é: como a tecnologia colaborativa está contribuindo para essa revolução na proteção urbana?

O Momento Histórico da Segurança Brasileira

Janeiro e fevereiro de 2026 fecharam com o menor número de roubos já registrado no estado de São Paulo desde o início da série histórica da SSP-SP, em 2001 — 26.462 ocorrências, redução de 24% frente ao mesmo período do ano anterior. Os roubos de veículos passaram de 4.562 para 2.743 casos, queda de 39,9%. Os roubos a banco chegaram a zero nos dois meses.

Em São Paulo, quase 2 mil pessoas deixaram de ser assaltadas por mês em 2025 comparado ao ano anterior

O Atlas da Violência 2026 confirma essa tendência nacional: entre 2014 e 2024, a taxa nacional de homicídios recuou de 29,9 para 20,1 por 100 mil habitantes, queda de 32,8%. São Paulo apresentou a menor taxa de homicídios do país, com 6,6 mortes por 100 mil habitantes.

No entanto, este cenário positivo convive com desafios. Os chamados homicídios ocultos saltaram 88,6% entre 2023 e 2024, subindo de 3.755 para 7.083 ocorrências, evidenciando a necessidade de sistemas de inteligência mais sofisticados.

A Revolução da Tecnologia de Proteção Urbana Colaborativa

A infraestrutura tecnológica central do modelo paulista é o programa Muralha Paulista, que conecta 94 mil câmeras públicas e privadas ao banco de dados da SSP, com 20 mil leitores de placas e 66 mil dispositivos de monitoramento contínuo — gerando mais de 100 mil alertas por leitura de placas desde sua implantação. O programa cobre 61% da população do estado.

A Gabriel, empresa pioneira em segurança colaborativa no Brasil, conecta a fachada de condomínios às autoridades com 5 vezes mais eficiência na resolução de ocorrências. Os totens de câmeras inteligentes da Gabriel, os Camaleões, são instalados na fachada de imóveis com foco para as ruas. Quando conectados entre si, criam a Área de Proteção do bairro — ajudando os protegidos e auxiliando as autoridades a buscar veículos roubados e compreender dinâmicas criminais.

Casos reais demonstram a eficácia dessa abordagem. Suspeitos de série de roubos no Rio de Janeiro foram detidos pelo 9º BPM com apoio da rede de totens de câmeras inteligentes da Gabriel. Em São Paulo, suspeito de assalto à mão armada em Pinheiros foi detido pela Polícia Civil com auxílio dos Camaleões.

Integração Governamental: O Smart Sampa e Outros Programas

Em São Paulo, o programa Smart Sampa — maior iniciativa pública de segurança da América Latina — conta com a participação da Gabriel. O programa reúne 40 mil câmeras inteligentes e contribuiu diretamente para a queda histórica nos índices de criminalidade paulistana. Os totens de câmeras inteligentes da Gabriel integram esta iniciativa, permitindo que autoridades municipais tenham acesso às imagens ao vivo e histórico de 14 dias.

Outras integrações estratégicas incluem:

  • Muralha Paulista: Envio de alertas em tempo real para Polícias Civil e Militar sempre que um veículo envolvido em crimes é identificado na Área de Proteção
  • Programa 190 Integrado (RJ): Fornece acesso às imagens ao vivo diretamente ao CICC da PMERJ, com mais de 13 milhões de placas lidas por mês
  • COP BH: Secretaria Municipal de Segurança de BH tem acesso às imagens ao vivo de todos os Camaleões na cidade

Como a Inteligência Artificial Transforma a Segurança Urbana

O setor de segurança eletrônica no Brasil faturou R$ 14 bilhões em 2024, crescimento de 16,1% em relação ao ano anterior, segundo o Panorama 2024/2025 da Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese). A inteligência artificial foi o principal vetor desse crescimento, com previsão de expansão de 23,7% para 2025.

Com mais de 13 milhões de placas lidas mensalmente, a Polícia Militar do RJ recupera cerca de dois veículos por semana através da integração com câmeras inteligentes

A Gabriel possui atualmente +19 mil totens de câmeras inteligentes. Já foram analisadas +10,7 mil ocorrências, resultando em +740 suspeitos indiciados e 14 desaparecidos encontrados.

O Futuro da Segurança Colaborativa

O setor de segurança eletrônica segue em forte expansão, com previsão de crescimento de 23,7% e geração de mais de 5 milhões de empregos diretos e indiretos no Brasil. O modelo colaborativo representa o caminho mais eficaz: quanto mais vizinhos participam da Área de Proteção, maior a cobertura e eficiência do sistema.

Impacto nos Bairros Residenciais

Para moradores de bairros residenciais, a tecnologia de proteção urbana colaborativa oferece benefícios concretos:

  • Detecção preventiva: Identificação de veículos com restrição criminal antes que crimes sejam consumados
  • Resposta rápida: Acionamento automático de autoridades através de integrações governamentais
  • Inteligência compartilhada: Análise de padrões criminais para proteção de toda a região
  • Recuperação de bens: Rastreamento de veículos roubados através de reconhecimento de placas

O App da Gabriel permite que moradores tenham acesso às imagens em tempo real, façam reportes de ocorrências e visualizem o mapa de alertas com crimes recentes da região.

Perguntas Frequentes

O que são totens de câmeras inteligentes e como funcionam?
São equipamentos instalados na fachada de imóveis que identificam placas de veículos, detectam atividades suspeitas e conectam moradores às autoridades de forma automatizada, integrando sistemas públicos como Smart Sampa e Muralha Paulista.
Como a integração com a polícia funciona na prática?
Através de programas como Smart Sampa e Muralha Paulista, as autoridades recebem alertas automáticos e acesso às imagens quando veículos procurados são identificados na rede, permitindo despacho imediato de viaturas.
Vale a pena investir em segurança colaborativa para condomínios pequenos?
Sim, o modelo colaborativo é especialmente eficiente para condomínios menores, pois conecta toda a região e oferece proteção ampliada — quanto mais vizinhos participam, maior a cobertura de toda a Área de Proteção.

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