Por que são alvos frequentes de roubos e como protegê-las
Uma rede de farmácias relatou 15 assaltos em oito lojas em um único mês. Em um deles, um dos criminosos chegou a perguntar, ironicamente, se o estoque que havia levado duas semanas antes já tinha sido reposto. Esse detalhe, relatado pelo Conselho Federal de Farmácia, diz tudo sobre o nível de ousadia e organização dos grupos que hoje têm drogarias e farmácias como destino preferencial.
O problema é real, recorrente e cresceu com força. Para donos de estabelecimentos, gerentes e síndicos de galerias e centros comerciais, entender por que farmácias concentram esse risco — e o que realmente funciona para reduzi-lo — é uma questão prática e urgente.
Por que farmácias são tão visadas?
A resposta curta: alto valor, alta liquidez, acesso fácil e funcionamento em horários de menor fluxo. A resposta completa é um pouco mais complexa — e mais preocupante.
As quadrilhas passaram a se especializar em roubo de medicações de alto custo, como remédios para TDAH (Venvanse e Ritalina) e medicamentos para emagrecimento, como Wegovy e Ozempic. Esses produtos ocupam pouco espaço, têm altíssimo valor unitário e encontram compradores rapidamente no mercado ilegal. Segundo levantamento da nstech, os prejuízos envolvendo medicamentos saltaram de 1,7% no primeiro trimestre de 2025 para 22,3% no mesmo período de 2026 — um salto de mais de 13 vezes em apenas um ano.
Há ainda um fator estrutural que nenhuma câmera interna resolve: diferentemente de outros segmentos, as farmácias prestam serviços essenciais e não podem fechar as portas nos períodos mais críticos. Isso significa que elas precisam permanecer abertas justamente quando o movimento de rua é menor — de madrugada, em feriados, nos horários de menor circulação. É exatamente nesses momentos que os criminosos agem.
Entre janeiro e setembro de 2025, a capital paulista registrou 206 assaltos a farmácias — aumento de 20% em relação ao mesmo período de 2024.
Como as quadrilhas operam na prática
Não se trata de crimes oportunistas. Os roubos são executados por encomenda, com quadrilhas especializadas nesse tipo de crime. Grupos estudam rotinas, identificam os produtos mais valiosos do estoque e escolhem os horários com menor fluxo de pessoas na calçada.
Em um caso registrado pela CNN Brasil em abril de 2025, três homens entraram juntos em uma farmácia em Santo Amaro (SP), renderam os clientes, roubaram medicamentos e fugiram de carro. A dinâmica é típica: duplas ou trios, ação rápida, fuga com veículo posicionado antes da entrada. O crime começa na rua, não dentro da loja.
Esse é o ponto central que os sistemas de segurança tradicionais ignoram: quando o alarme dispara dentro da farmácia, o crime já começou. O botão de pânico aciona socorro depois da abordagem. A câmera interna registra o que já aconteceu. Nenhum desses recursos age no perímetro externo — o espaço onde o criminoso ainda pode ser identificado, rastreado e interceptado antes de entrar.
A falha do modelo tradicional de segurança comercial
Câmeras internas, alarmes e botões de pânico são ferramentas importantes. Mas têm um limite claro: elas protegem o interior. A ameaça vem de fora.
Grupos especializados sabem exatamente onde os sistemas de circuito fechado terminam. As ações criminosas se tornaram mais sofisticadas, com maior planejamento e inteligência por parte das quadrilhas. Eles estudam o entorno do estabelecimento, avaliam rotas de fuga e só entram quando se sentem seguros de que não há cobertura externa.
A conclusão é direta: uma farmácia que investe apenas em segurança interna está protegendo o cofre depois de a porta estar arrombada. A proteção eficaz precisa começar antes — na calçada, na esquina, na rua de acesso.
Cases reais: quando a rua protege a loja
É exatamente nesse cenário que a atuação da Gabriel — empresa de segurança inteligente urbana com +810 mil protegidos e +11 mil ocorrências analisadas — mostra resultado concreto.
A Gabriel instala totens de câmeras inteligentes da Gabriel, os Camaleões, na fachada de imóveis com foco para as ruas. Ao conectar um Camaleão ao outro, forma-se a Área de Atuação do bairro — uma infraestrutura urbana que cobre o perímetro externo dos estabelecimentos com inteligência integrada às autoridades.
No Rio de Janeiro, uma dupla suspeita de roubos a farmácias foi detida pelas autoridades com apoio dos totens de câmeras inteligentes da Gabriel. O sistema de alertas automáticos contribuiu para a captura — antes que o ciclo de crimes se repetisse em novas unidades.
Em outro caso documentado, uma quadrilha suspeita de roubar farmácias foi detida com auxílio dos Camaleões. A integração com as autoridades facilitou a identificação dos criminosos e a operação de captura. Também há registros de assaltantes de farmácia na Gávea capturados pela 15ª DP e de quadrilha que roubou farmácia no Leblon detida pelo 23º BPM — todos com apoio direto da rede da Gabriel.
Como a Área de Proteção da Gabriel funciona na prática
A lógica é simples e poderosa: quanto mais estabelecimentos e condomínios de uma mesma rua ou bairro participam, maior é a cobertura do perímetro externo. O modelo é colaborativo — cada novo Camaleão instalado amplia a Área de Proteção para todos os vizinhos.
As integrações com as autoridades são o diferencial que separa a Gabriel de qualquer sistema convencional:
- Programa 190 Integrado (RJ): fornece acesso às imagens ao vivo diretamente ao CICC da PMERJ. Com mais de 13 milhões de placas lidas por mês, a Polícia Militar recupera cerca de dois veículos por semana.
- Muralha Paulista (SP): envio de alertas em tempo real para Polícias Civil e Militar sempre que um veículo envolvido em crimes é identificado na Área de Proteção, permitindo despacho imediato de viaturas.
- Smart Sampa (SP): os totens de câmeras inteligentes da Gabriel integram a maior iniciativa pública de segurança da América Latina, com autoridades municipais tendo acesso às imagens ao vivo e ao histórico de 14 dias.
- Sistema Hélios (MG): alertas para a Polícia Militar de MG sempre que placas de veículos envolvidos em crimes são identificadas.
- Polícia Civil do RJ: equipe dedicada com acesso ao histórico de 14 dias, mediante ofício, com critérios rigorosos de controle e auditoria.
Além disso, clientes têm acesso às imagens dos Camaleões em tempo real pelo app da Gabriel, ao mapa de alerta com crimes recentes da região e ao registro e busca de veículo por placa em caso de roubo ou furto. A Central de Operação funciona 24 horas, e qualquer pessoa — cliente ou não — pode solicitar ajuda ou reportar ocorrências.
A Gabriel conecta a fachada de estabelecimentos e condomínios às autoridades com 5 vezes mais eficiência na resolução de ocorrências. Ao todo, já foram +740 suspeitos indiciados com apoio da rede.
Para donos de farmácias, gerentes e síndicos de galerias que abrigam drogarias, a pergunta prática não é mais "preciso de câmera interna?". A pergunta certa é: quem está cobrindo o perímetro externo do meu estabelecimento?
Conheça também o guia completo sobre como melhorar a segurança da sua rua para comércios e condomínios e entenda como funciona a segurança colaborativa que está mudando a proteção urbana no Brasil.
Perguntas Frequentes
- Por que câmeras internas não são suficientes para proteger uma farmácia?
- Câmeras internas registram o que acontece dentro do estabelecimento — mas o crime começa antes, na rua. Quando um criminoso já está dentro da loja, a janela de prevenção se fechou. A proteção eficaz precisa cobrir o perímetro externo, identificando e rastreando suspeitos antes da abordagem.
- O que é a Área de Proteção da Gabriel e como ela protege comércios?
- A Área de Proteção é formada pela rede de Camaleões — totens de câmeras inteligentes da Gabriel instalados nas fachadas de imóveis com foco para as ruas. Ao integrar estabelecimentos e condomínios de uma mesma região, cria-se uma cobertura do perímetro externo conectada diretamente às autoridades, permitindo resposta rápida a ocorrências.
- A Gabriel funciona integrada com a polícia?
- Sim. A Gabriel mantém integrações ativas com a Polícia Civil e Militar do RJ (incluindo o Programa 190 Integrado), a Muralha Paulista e as Polícias Civil e Militar de SP, o Sistema Hélios de MG, o COP BH e o programa Smart Sampa. Essas integrações permitem alertas automáticos, acesso a imagens ao vivo e despacho imediato de viaturas.
- Vale a pena para galerias e centros comerciais com farmácias?
- Especialmente. Galerias e centros comerciais concentram múltiplos estabelecimentos em um mesmo endereço, o que amplia o valor do perímetro protegido. Síndicos e administradores que incluem o entorno na estratégia de segurança reduzem o risco para todos os lojistas simultaneamente.
- O que os dados mais recentes dizem sobre roubos a farmácias no Brasil?
- Em São Paulo, foram registrados 206 assaltos a farmácias nos primeiros nove meses de 2025 — alta de 20% sobre 2024. No mesmo período, as ações integradas das polícias levaram à prisão de 92 suspeitos e à recuperação de R$ 1,3 milhão em medicamentos. Os dados mostram que onde há inteligência e integração, os índices recuam.
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