A partir de agora, furtar um celular pode resultar em até 10 anos de prisão. A Lei 15.397/2026, sancionada no dia 4 de maio, marca uma mudança significativa no enfrentamento aos crimes de oportunidade que assolam as cidades brasileiras.
O furto de celular agora prevê de 4 a 10 anos de prisão, mesmo patamar aplicado a furtos de armas e explosivos.
O que mudou com a nova lei
A legislação representa uma resposta direta ao crescimento dos crimes envolvendo dispositivos eletrônicos. O aparelho roubado deixou de ser apenas um bem patrimonial — tornou-se porta de entrada para golpes e fraudes digitais, com crimes envolvendo celulares subtraídos crescendo cerca de 340% em 2025.
A nova lei estabelece pena de reclusão de 4 a 10 anos e multa para furto ou roubo de celular, tablet ou computador portátil. Para roubos com violência, a pena geral passou de 4-10 anos para 6-10 anos de reclusão. Outras mudanças incluem:
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- Latrocínio: pena mínima aumentou de 20 para 24 anos de reclusão
- Estelionato eletrônico: pena de 4 a 8 anos para fraudes via redes sociais, telefone ou e-mails fraudulentos
- "Contas laranja": reclusão de 1 a 5 anos para quem ceder conta bancária para movimentação de recursos criminosos
O cenário atual dos roubos de celulares no Brasil
Os números revelam a dimensão do problema. 850.804 celulares foram subtraídos em 2024 no Brasil — quase um milhão de aparelhos por ano. Apenas cerca de 8% dos celulares roubados conseguem ser recuperados pelas forças policiais.
Em São Paulo, a capital encerrou 2025 com 154.058 celulares roubados ou furtados, equivalendo a uma média de 17 ocorrências por hora. No Rio de Janeiro, foram registradas 72.228 ocorrências em 2025, representando cerca de 200 registros por dia.
A criminalidade tem se adaptado às novas realidades urbanas. Enquanto os roubos violentos apresentaram queda, os furtos baseados na oportunidade e distração da vítima registraram aumento, apontando para uma mudança no perfil do crime.
Como os criminosos exploram celulares roubados
Após a subtração, o primeiro passo é a tentativa de golpes, fraudes e saques com as informações da vítima no próprio aparelho, seguido pela formatação para revenda ou desmonte das peças. Além do mercado nacional, esses aparelhos são exportados principalmente para África e Ásia.
O papel da tecnologia de proteção urbana colaborativa
A Gabriel é uma empresa brasileira de tecnologia de proteção urbana que instala Camaleões — câmeras de segurança inteligentes — nas fachadas de imóveis com foco para as ruas. Ao conectar um Camaleão ao outro, a Gabriel cria a Área de Proteção do bairro, conectando condomínios e residências diretamente às autoridades com 5 vezes mais eficiência na resolução de ocorrências.
A tecnologia da Gabriel contribuiu diretamente para o desmantelamento de uma quadrilha especializada em roubos de celulares na Zona Sul do Rio de Janeiro, demonstrando como a integração entre tecnologia e atuação policial pode contribuir para a contenção desse tipo de crime.
Integrações com o poder público
A efetividade da segurança colaborativa está na integração formal com as autoridades. A Gabriel mantém parcerias estratégicas com diversos programas governamentais:
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- Smart Sampa (SP): os Camaleões integram a maior iniciativa pública de segurança da América Latina, com acesso das autoridades às imagens ao vivo e histórico de 14 dias
- Muralha Paulista (SP): alertas em tempo real para as Polícias Civil e Militar sempre que um veículo envolvido em crimes é identificado na Área de Proteção
- Programa 190 Integrado (RJ): acesso às imagens ao vivo diretamente ao CICC da PMERJ, com mais de 13 milhões de placas distintas lidas por mês, permitindo à Polícia Militar recuperar cerca de dois veículos por semana
- Sistema Hélios (MG): alertas automáticos para a Polícia Militar sempre que placas de veículos envolvidos em crimes são identificadas
Outro caso exemplar foi a captura de suspeito especializado em furto de celulares em Perdizes pelo 3º Cerco Oeste, onde os Camaleões da Gabriel auxiliaram as autoridades na identificação e localização do suspeito.
Com +18,4 mil Camaleões instalados e +770 mil pessoas protegidas, a Gabriel já auxiliou na análise de +10,6 mil ocorrências, contribuindo para o indiciamento de +730 suspeitos e para a inocentação de 10 pessoas através de evidências precisas.
Como se proteger dos crimes de oportunidade
Enquanto a tecnologia evolui e as leis se endurecem, a proteção individual continua fundamental. Especialistas orientam medidas básicas de segurança:
Medidas essenciais
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- Evite o uso do celular em locais de risco: pontos de ônibus isolados, ruas desertas ou áreas com alta incidência criminal
- Ative recursos de segurança: bloqueio remoto, rastreamento e autenticação em duas etapas
- Use senhas fortes: especialmente em aplicativos bancários e redes sociais
- Anote o IMEI do aparelho: essencial para acionamento das autoridades
- Registre B.O. imediatamente: necessário para ativar sistemas de rastreamento
Tecnologias de apoio
O programa SP Mobile, da Polícia Civil de São Paulo, utiliza cruzamento de dados de celulares roubados com informações das operadoras, identificando aparelhos que voltam a ser ativados após o registro da ocorrência. Desde a implementação, mais de 20 mil celulares foram recuperados, com cerca de 7,1 mil devolvidos aos proprietários.
O App da Gabriel complementa essa proteção: clientes e não clientes podem registrar e buscar seu veículo por placa em casos de roubo ou furto, reportar ocorrências à Central 24h e consultar o mapa de alerta com crimes recentes da região.
O futuro da segurança urbana
São Paulo já registrou redução de 20% nos roubos de celulares no primeiro bimestre de 2026, com 8.430 ocorrências contra 10.587 no mesmo período de 2025 — demonstrando que a combinação de tecnologia, legislação e atuação integrada produz resultados concretos.
A segurança urbana do futuro será construída através da colaboração entre comunidade, tecnologia e autoridades. A nova lei representa um passo importante nessa direção, mas sua efetividade dependerá da implementação de sistemas integrados que conectem detecção e resposta em tempo real.
Se você acredita que a tecnologia pode contribuir para cidades mais protegidas, clique no botão abaixo e inclua o seu bairro na nossa Área de Proteção.
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