Niterói amplia câmeras com IA: o modelo que já funciona

Segurança
Tempo de leitura: 3 min.
Escrito em 13 ago. 2026

Niterói amplia câmeras com IA e mostra que integração com a polícia funciona

Sim, câmeras com inteligência artificial integradas às forças de segurança reduzem crimes na prática — e Niterói é a prova mais recente disso no Brasil. A cidade encerrou 2025 com redução nos quatro principais indicadores estratégicos de violência do Instituto de Segurança Pública, revertendo uma alta que chegou a 66,3% em roubos de rua no início do mesmo ano. É exatamente esse tipo de resultado que a integração entre tecnologia privada e autoridades públicas, como a que a Gabriel opera em outras cidades, busca reproduzir.

O que Niterói está fazendo de diferente na segurança pública?

A cidade está ampliando seu sistema de segurança com a implantação do CISP 2.0, passando de 522 para mais de 800 câmeras de monitoramento — um aumento de até 40% na capacidade — com a adoção de reconhecimento facial e novas ferramentas de inteligência artificial. O investimento faz parte da segunda fase do Pacto Niterói Contra a Violência (2025-2030), com mais de R$ 300 milhões distribuídos em 35 programas estratégicos.

A tecnologia sozinha explica a queda na criminalidade?

Não isoladamente. O prefeito da cidade costuma dizer que Niterói construiu "uma verdadeira muralha tecnológica" ao longo de dez anos de investimento — cerca de R$ 30 milhões — combinando câmeras, detecção de disparos e integração entre Guarda Municipal, Polícias Civil e Militar, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil no mesmo centro de comando. O que funciona não é o número de câmeras isolado, é a integração institucional entre quem capta a informação e quem tem poder de ação.

Esse modelo de integração é o mesmo que a Gabriel aplica em outras cidades?

É o mesmo princípio, em escala diferente. Enquanto Niterói investe recursos públicos diretamente em câmeras municipais, a Gabriel oferece uma camada complementar em cidades onde já mantém integrações formais com autoridades: o Smart Sampa e a Muralha Paulista em São Paulo, o Programa 190 Integrado no Rio de Janeiro, o Sistema Hélios e o BH+Segura em Belo Horizonte, e o Monitora OZ em Osasco. Nesses casos, os Camaleões instalados nas fachadas de imóveis privados entregam a mesma lógica que Niterói busca com investimento público: identificação automática e alerta direto às autoridades.

Qual a diferença entre reconhecimento facial e o que a Gabriel faz?

São tecnologias diferentes. O reconhecimento facial identifica pessoas específicas comparando com bancos de dados; a Gabriel não realiza esse tipo de identificação. O núcleo tecnológico dos Camaleões é a Leitura Automática de Placas (LAP), que identifica veículos envolvidos em crime — sem depender de nenhum banco de dados biométrico de rostos.

Boletins de ocorrência que passam pela Gabriel têm 7x mais chances de desfecho — resultado direto dessa velocidade entre identificação automática e resposta policial. Um caso real ilustra esse funcionamento: a desarticulação de uma quadrilha especializada em roubo de veículos no Rio de Janeiro contou com essa leitura de placas para localizar os suspeitos.

Esse tipo de tecnologia funciona só em capitais?

Não. Ao conectar um Camaleão ao outro, forma-se a Área de Atuação do bairro — o modelo colaborativo cresce conforme mais imóveis participam, independentemente do porte da cidade. Hoje a rede Gabriel já reúne Camaleões instalados, protegendo clientes em todo o país.

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Perguntas Frequentes

Niterói reduziu mesmo a criminalidade com câmeras?
Sim, a cidade encerrou 2025 com redução nos quatro principais indicadores estratégicos de violência do Instituto de Segurança Pública, revertendo uma alta registrada no início do mesmo ano.
Qual a diferença entre reconhecimento facial e Leitura Automática de Placas?
O reconhecimento facial identifica pessoas comparando com bancos de dados biométricos. A Leitura Automática de Placas identifica veículos envolvidos em crime, sem depender de nenhum dado de rosto — é essa a tecnologia usada pelos Camaleões da Gabriel.
Qual a diferença entre a Gabriel e um sistema de câmeras municipal?
O sistema municipal é público e cobre vias públicas com investimento do próprio governo. A Gabriel opera como camada privada complementar, instalada nas fachadas de imóveis, com integração formal às autoridades onde há esse acordo estabelecido.

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