Atualizado em 29/09/2026
Golpe é hoje um dos crimes que mais crescem no Brasil. Em 2025 foram 2,26 milhões de casos de estelionato registrados, o equivalente a 258 por hora, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Estes são os tipos de golpes mais comuns agora:
- Clonagem ou troca de cartão
- Golpe do WhatsApp (conta clonada e falso parente)
- Falsa central do banco
- Golpes do Pix
- Golpes com inteligência artificial
- Phishing: SMS, e-mail e links falsos
- Lojas, leilões e investimentos falsos
- Golpes na rua: maquininha, falso entregador, motorista de app e bilhete premiado
Abaixo explicamos como cada um funciona e como se proteger. No fim, mostramos o que fazer se você cair em um golpe.
Golpes na internet e no celular
Um levantamento do setor financeiro citado pelo Anuário mostra quais golpes mais atingem os brasileiros: clonagem ou troca de cartão (45%), golpe do WhatsApp (34%), falsa central telefônica do banco (31%), golpe do Pix (24%), uso indevido do CPF por mensagens (13%) e leilões e lojas virtuais falsas (10%).
1. Clonagem ou troca de cartão
O golpista copia os dados do cartão, em sites falsos, em maquininhas adulteradas ou com a câmera do celular, e faz compras em nome da vítima. Na troca, ele devolve um cartão parecido depois de ver a senha. Acompanhe as notificações de compra e bloqueie o cartão no app ao primeiro sinal estranho. Veja os principais golpes do cartão de crédito.
2. Golpe do WhatsApp
Existem duas versões principais:
- Conta clonada: alguém se passa por empresa ou atendente e pede o código de 6 dígitos que chegou por SMS. Com ele, o golpista abre o seu WhatsApp em outro aparelho e pede dinheiro aos seus contatos.
- Falso parente: o golpista usa a foto de alguém da família em um número novo ("troquei de número") e pede um Pix urgente.
Como se proteger: nunca passe códigos recebidos por SMS e ative a confirmação em duas etapas do WhatsApp. Antes de mandar dinheiro, ligue para a pessoa no número antigo.
3. Falsa central do banco
A vítima recebe uma ligação ou mensagem de uma suposta "central de segurança" avisando de uma compra suspeita. O golpista pede senha, código ou transferência para uma "conta segura". Às vezes pede até para a pessoa entregar o cartão a um motoboy. Banco não liga pedindo senha nem transferência. Desligue e ligue você mesmo para o número que está no verso do cartão.
4. Golpes do Pix
- QR Code ou "copia e cola" falso: em boletos, sites e compras online, o código leva o dinheiro para a conta do golpista.
- Bug do Pix: promessa de que certas chaves "devolvem o dobro". Não existe. Entenda como funciona o Bug do Pix.
- App espião: um aplicativo instalado no celular monitora o uso e desvia a transferência.
Antes de confirmar, confira sempre o nome de quem vai receber.
5. Golpes com inteligência artificial
Com poucos segundos de áudio ou vídeo tirados das redes sociais, os golpistas imitam a voz e até o rosto de uma pessoa. O golpe mais comum é a chamada de vídeo de um "filho" ou "neto" pedindo dinheiro com urgência. Desconfie de pedidos urgentes, repare em voz atrasada em relação à boca e combine uma palavra-senha com a família.
6. Phishing: SMS, e-mail e links falsos
Mensagens que imitam bancos, Correios, Receita ou lojas trazem um link para um site falso que rouba senha e dados. Uma variação comum usa o CPF da vítima para dar credibilidade: "seu CPF tem pendência". Não clique: entre no site ou app oficial digitando o endereço. Veja também crimes digitais que podem te deixar vulnerável.
7. Lojas, leilões e investimentos falsos
Sites com preço muito abaixo do mercado, leilões de carro que não existem e "investimentos" com retorno garantido (inclusive em criptomoedas) somem depois do pagamento. Pesquise o CNPJ, procure reclamações e desconfie de lucro fácil.
Quer mais segurança também na sua rua?
Nem todo golpe acontece pelo celular. Com um Camaleão na fachada da sua casa, prédio ou comércio, a sua rua ganha câmeras que leem placas e alertam a polícia em tempo real. Deixe seu contato. Nosso time fala com você pelo WhatsApp e explica como funciona.
Golpes na rua: o que a Central 24h da Gabriel vê
Em 2025, a Central de Inteligência 24h da Gabriel recebeu 354 relatos de golpes e fraudes em São Paulo e no Rio de Janeiro. Estes foram os mais frequentes:
- Golpe do motorista (táxi ou aplicativo): 98 relatos. O falso motorista cobra valores abusivos na maquininha, troca o cartão ou leva a vítima a fazer um Pix sob pressão.
- Golpe da maquininha: 53 relatos. O visor quebrado ou escondido esconde um valor muito maior. Saiba como se proteger do golpe da maquininha.
- Golpe do falso entregador: 30 relatos. Alguém com roupa ou mochila de entregador cobra uma "taxa" na porta ou aproveita a abordagem para assaltar.
- Golpe por ligação: 14 relatos. Falsos sequestros, falsas centrais e cobranças indevidas por telefone.
- Golpe do bilhete premiado. A dupla de golpistas convence a vítima, em geral idosa, a sacar dinheiro para "dividir" um prêmio. Veja como funciona o golpe do bilhete premiado.
Nesses casos, as imagens das câmeras ajudam a identificar os golpistas. Se aconteceu perto de um Camaleão, fale com a Central 24h pelo 0800 GAB-RIEL (0800 422-7435).
Quais os meios mais usados para aplicar golpes?
Hoje o celular é o principal: WhatsApp, SMS, ligações e redes sociais. Depois vêm os sites e anúncios falsos, o e-mail e, fora da internet, as abordagens na rua e na porta de casa. O que todos têm em comum é a pressa: o golpista sempre cria urgência para a vítima não parar para pensar.
Como se proteger dos golpes
- Nunca passe códigos, senhas ou dados do cartão por mensagem ou telefone.
- Ative a verificação em duas etapas no WhatsApp, no e-mail e nos apps do banco.
- Confira o nome de quem vai receber antes de confirmar qualquer Pix.
- Em pedido urgente de dinheiro, ligue para a pessoa no número de sempre.
- Olhe o valor na maquininha antes de digitar a senha e não entregue o cartão na mão de ninguém.
Veja mais em como evitar golpes: 5 dicas de segurança.
Caí num golpe, e agora?
- Ligue para o banco na hora e peça o bloqueio de cartões e contas. Se foi Pix, peça a contestação pelo MED (Mecanismo Especial de Devolução).
- Troque as senhas das contas envolvidas e ative a verificação em duas etapas.
- Registre o boletim de ocorrência. Em SP e no RJ dá para fazer pela internet: veja como fazer um BO online.
- Avise seus contatos se o golpe envolveu o seu WhatsApp ou redes sociais.
Se o golpe começou com o roubo do seu celular, siga o passo a passo de como bloquear celular roubado.
Perguntas frequentes
Quais são os tipos de golpes mais comuns?
Clonagem ou troca de cartão, golpe do WhatsApp, falsa central do banco, golpes do Pix, phishing por SMS e e-mail e lojas virtuais falsas. Na rua, os mais comuns são o golpe da maquininha, do motorista e do falso entregador.
Quais são os novos golpes de 2026?
Crescem os golpes com inteligência artificial (voz e vídeo falsos de parentes), as falsas centrais que pedem para entregar o cartão a um motoboy e os links falsos que usam o CPF da vítima.
Qual é o golpe mais aplicado no Brasil?
Segundo o levantamento citado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública, a clonagem ou troca de cartão (45%), seguida do golpe do WhatsApp (34%).
Golpe é crime?
Sim. Golpe é estelionato (art. 171 do Código Penal). Quando é feito por meio eletrônico, a pena é maior. Registre o BO mesmo que o valor seja pequeno.
Consigo o dinheiro do Pix de volta?
Às vezes. Avise o banco o quanto antes e peça a devolução pelo MED. Quanto mais rápido, maior a chance de o dinheiro ainda estar na conta do golpista.
Conclusão
Os golpes mudam rápido, mas o roteiro é quase sempre o mesmo: urgência, um pedido de dado ou de dinheiro e uma história convincente. Desconfiar e checar antes de agir é a melhor proteção. Compartilhe este guia com quem você gosta, principalmente com os mais velhos da família.
Quer contribuir para a segurança do seu bairro? Conheça o Camaleão e leve câmeras inteligentes para a sua rua.
Presenciou um crime dentro da Área de Atuação da Gabriel?
Mande um WhatsApp para 0800 GAB-RIEL (0800 422-7435).
Nossa Central de Inteligência 24h está sempre disponível para te ajudar.
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