Uber e segurança: como se proteger em apps de transporte

Segurança
Tempo de leitura: 6 min.
Escrito em 24 jun 2026

Como se proteger de crimes ao usar apps de transporte

747 crimes consumados em apenas 4 meses. É o que os dados de Minas Gerais revelam sobre a violência contra motoristas de aplicativo em 2026 — uma média de 6 ocorrências por dia, segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MG). E em fevereiro deste mesmo ano, o STJ consolidou um entendimento que agravou ainda mais o cenário: as plataformas não são responsáveis pelos assaltos.

Se o aplicativo não responde e o Estado não consegue estar em toda parte, quem protege motoristas e passageiros? A resposta começa dentro do carro — mas não termina ali. Ela passa pelas ruas, pelos bairros, pela infraestrutura urbana do lugar onde as corridas começam e terminam.

O tamanho real do problema

Os números de Minas Gerais não são uma anomalia regional. Eles são o retrato mais detalhado de uma realidade que se repete em todo o Brasil. Segundo a Sejusp-MG, em 2025 o estado registrou 2.788 crimes consumados contra motoristas de app ao longo do ano inteiro — e em 2026 o ritmo já é mais acelerado.

De janeiro a abril de 2026, foram 747 crimes consumados contra motoristas de aplicativo em Minas Gerais — média de 6 por dia.

O perfil dos crimes é conhecido: passageiros que solicitam corridas com intenção criminosa, rendem o motorista no meio do trajeto e levam celular, documentos e veículo. Investigações da Polícia Civil em MG revelaram que grupos especializados chegavam a usar os próprios celulares e cadastros das vítimas para atrair novos motoristas e continuar a sequência de crimes.

Em fevereiro de 2026, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) reafirmou seu entendimento: empresas como Uber e 99 não devem ser responsabilizadas civilmente por assaltos cometidos por passageiros contra motoristas. Para o tribunal, o crime é ato de terceiro — caso fortuito externo à atuação da plataforma. Motoristas e passageiros ficam, portanto, desprotegidos do ponto de vista jurídico.

O ponto cego: o crime acontece nas ruas

Há um elemento que tanto as plataformas quanto os debates jurídicos tendem a ignorar: a corrida começa e termina no espaço urbano. O embarque na frente do condomínio, a espera numa calçada pouco iluminada, o desembarque em rua deserta à meia-noite — são esses momentos de transição que mais expõem motoristas e passageiros.

O crime de oportunidade precisa de um cenário favorável: ausência de testemunhas, falta de câmeras, pouca circulação. Quando o bairro oferece esse cenário, o risco sobe para todo mundo que circula nele — inclusive quem está dentro de um carro de aplicativo.

Esse é o ponto cego da equação de segurança dos apps: os recursos dentro do aplicativo funcionam durante a corrida, mas a vulnerabilidade está antes e depois dela, no momento em que motorista e passageiro ocupam o espaço público.

O que você pode fazer agora: dicas práticas

Enquanto o debate regulatório avança — o marco legal para apps de transporte ainda tramita no Congresso sem data definida para aprovação — há medidas práticas que qualquer pessoa pode adotar hoje.

Para passageiros

  • Confirme placa, modelo e nome do motorista antes de entrar no carro. Nunca embarque em um veículo que você não solicitou.
  • Use o U-Código (PIN): a Uber expandiu a funcionalidade em 2026, tornando possível usar um código fixo de preferência para confirmar identidade antes de qualquer corrida.
  • Ative o compartilhamento de viagem com um contato de confiança. O U-Acompanha envia sua localização em tempo real para familiares ou amigos cadastrados.
  • Embarque em locais iluminados e movimentados. Evite solicitar corridas em becos, ruas sem saída ou áreas com baixo fluxo de pessoas, especialmente à noite.
  • Use o U-Help em emergências: o recurso, acessível pela Central de Segurança do app, aciona uma ligação automática para a polícia se você sentir que sua segurança está em risco.

Para motoristas

  • Analise o perfil do passageiro antes de aceitar. Corridas com avaliação muito baixa ou sem histórico recente merecem atenção redobrada.
  • Prefira não aceitar corridas pagas em dinheiro em horários de maior risco. O pagamento em espécie foi identificado como fator de aumento de assaltos.
  • Conheça as bases e batalhões do seu trajeto. Em situações de risco, desviar a rota em direção a uma unidade policial pode ser a decisão mais segura.
  • Registre boletim de ocorrência em qualquer incidente, por menor que pareça. A subnotificação prejudica as estatísticas e atrasa políticas públicas de proteção à categoria.
  • Use o mapa de alertas disponível no app da Gabriel para verificar crimes recentes na região antes de aceitar corridas em áreas desconhecidas.
Insight pouco conhecido: grupos criminosos especializados em motoristas de app usam os celulares e cadastros das vítimas para solicitar novas corridas e atrair outros motoristas. Ao perceber qualquer comportamento suspeito antes de arrancar, você pode acionar o suporte do app e cancelar a corrida sem penalidade.

O bairro como camada de proteção

Toda essa lógica de proteção individual tem um limite: ela depende do comportamento de cada pessoa, em cada corrida, o tempo todo. Mas existe uma camada de proteção que age independentemente de qualquer ação individual — a infraestrutura do próprio bairro.

É aí que entra a Gabriel, empresa de tecnologia de segurança urbana que conecta a fachada de condomínios às autoridades com 5 vezes mais eficiência na resolução de ocorrências. A Gabriel instala totens de câmeras inteligentes da Gabriel, os Camaleões, na fachada de imóveis com foco nas ruas. Ao conectar um Camaleão ao outro, cria a Área de Atuação do bairro — que serve inteligência para as autoridades identificarem veículos envolvidos em crimes, compreenderem dinâmicas criminais e agirem com mais velocidade.

Essa inteligência é diretamente relevante para crimes contra motoristas de app: quando o veículo usado por criminosos circula pela Área de Atuação, as autoridades são alertadas. No Rio de Janeiro, pelo Programa 190 Integrado, a Polícia Militar tem acesso às imagens ao vivo dos Camaleões, com mais de 13 milhões de placas lidas por mês — o que resulta na recuperação de cerca de dois veículos por semana. Em Minas Gerais, o Sistema Hélios envia alertas automáticos para a PM sempre que placas de veículos envolvidos em crimes são identificadas pelos totens de câmeras inteligentes da Gabriel.

Em São Paulo, os Camaleões integram o Smart Sampa — a maior iniciativa pública de segurança da América Latina —, dando às autoridades municipais acesso às imagens ao vivo e ao histórico de 14 dias. O modelo colaborativo da Gabriel significa que quanto mais vizinhos participam, maior a cobertura — e mais seguro fica o bairro inteiro, inclusive para quem está dentro de um carro de aplicativo.

Os resultados práticos são concretos. Em um caso relevante para quem usa apps de transporte, criminosos que assaltaram um táxi no Jardim Paulista foram identificados e detidos com apoio dos totens de câmeras inteligentes da Gabriel. Em outro caso, uma quadrilha especializada em roubo de veículos no Rio de Janeiro foi desarticulada com o apoio do sistema de inteligência da Gabriel, que integra leitura de placas e alertas automáticos às forças de segurança.

Hoje, a rede da Gabriel reúne mais de +19,5 mil totens, já protegeu +800 mil pessoas e contribuiu para a análise de 1+10,9 mil ocorrências, resultando em +740 suspeitos indiciados.

Perguntas Frequentes

O aplicativo da Uber ou da 99 me protege se eu for assaltado durante a corrida?
Os apps oferecem recursos como compartilhamento de rota, PIN de confirmação e botão de emergência, mas o STJ decidiu que as plataformas não têm responsabilidade civil por assaltos cometidos por terceiros durante corridas. A proteção jurídica ao motorista e ao passageiro, nesse cenário, é limitada.
Como saber se a região onde vou embarcar ou desembarcar é segura?
O app da Gabriel oferece, gratuitamente para qualquer pessoa, um mapa de alertas com crimes recentes registrados na região e a localização dos Camaleões ativos. É possível consultar antes de solicitar a corrida ou definir o ponto de embarque.
A Área de Proteção da Gabriel funciona para crimes contra motoristas de aplicativo?
Sim. Como os crimes contra motoristas de app acontecem nas ruas — no embarque, desembarque e durante o trajeto urbano — a cobertura dos Camaleões nas fachadas de condomínios registra veículos e situações suspeitas, gerando inteligência que as autoridades usam para identificar e localizar criminosos.

Se você acredita que a tecnologia pode contribuir para cidades mais protegidas, clique no botão abaixo e inclua o seu bairro na nossa Área de Atuação.

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